Estação marcada por fortes chuvas e ventanias deixa a população ainda mais vulnerável aos perigos da rede de distribuição de energia elétrica construída de forma aérea

O verão é uma das estações mais aguardadas pelo brasileiro. O calor, as férias e as praias são alguns dos atrativos desse período do ano. As altas temperaturas, no entanto, vêm acompanhadas do aumento da umidade, com chuvas intensas e fortes ventos, provocando recorrentes desligamentos e acidentes envolvendo a rede aérea de energia elétrica, muito vulnerável aos efeitos climáticos. Por este motivo, todo cuidado é pouco. O especialista em energia Daniel Bento, diretor executivo da Baur do Brasil, alerta para alguns cuidados especiais que a população deve tomar o ano todo, mas que nesse período deve ter a sua atenção redobrada.

Cuidados a serem adotados pela população

As redes aéreas de energia representam mais de 99% da infraestrutura de distribuição de eletricidade no país e são altamente vulneráveis às condições climáticas. “No verão, as cidades sofrem com as fortes tempestades que afetam a rede e deixam milhares de pessoas sem energia elétrica. Mas a pior consequência são os acidentes com as pessoas que entram em contato com a rede energizada, sofrendo queimaduras ou até mesmo podendo morrer”, informa o especialista Daniel Bento.

Queda de árvores e cabos soltos – Muitas vezes, os fortes ventos provocam a queda de cabos elétricos, seja apenas pelo vento em si, ou devido a queda de árvores e galhos sobre a rede elétrica. Tal condição oferece grande risco de acidente, tendo em vista que este cabo pode estar energizado. Em situações como essa, em nenhuma hipótese esse cabo deve ser tocado. As pessoas não devem sequer se aproximar, pois apenas a proximidade dos cabos energizados de alta tensão utilizados nas redes aéreas já é suficiente para causar um choque elétrico.

Busca por abrigo em árvores – A busca por abrigo das tempestades debaixo de árvores também deve ser evitada, não apenas pelos motivos apresentados anteriormente sobre a queda dos cabos, mas também devido à possibilidade de um raio cair na árvore, podendo vir a atingir também a pessoa.

Queima de equipamentos – Raios e trovões também potencializam os danos causados pela rede elétrica aérea, pois quando eles atingem a rede, a descarga elétrica pode se propagar para dentro das casas, danificando equipamentos elétricos. Neste caso, a melhor ação possível a ser adotada é desconectar estes equipamentos da tomada em situações de tempestade com incidência de raios.

Pipas – As pipas em contato com a rede elétrica oferecem um perigo muito grande para as pessoas que estão empinando, em geral crianças e adolescentes. Não é raro as pipas se enroscarem nos fios da rede elétrica aérea, podendo conduzir a eletricidade até a pessoa que está segurando a linha, principalmente se ela tiver cerol ou outro tipo de material que as crianças gostam de utilizar. É muito importante orientá-las para empinar seus pipas apenas em regiões abertas, que não tenha rede elétrica próxima.

Solução definitiva para o problema

As orientações e recomendações citadas são apenas para minimizar os danos e acidentes, convivendo com esses riscos proporcionados pela rede de distribuição aérea. Contudo, para resolver o problema em definitivo, a solução mais segura para a população é converter a rede elétrica para a forma subterrânea.

Muitos países do mundo já adotam essa solução. Embora o Brasil conte com essa configuração de rede, ela está concentrada em poucas regiões centrais e, normalmente, turísticas, como a Avenida Paulista, em São Paulo (SP), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), e a Orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).

Além da visível vantagem estética, a rede de energia subterrânea é considerada muito mais confiável e segura por não estar sujeita aos efeitos do clima.

“Com as redes subterrâneas, as cidades se beneficiam com a melhora das condições de segurança para toda a população e ainda proporciona condições mais atrativas para o turismo, tendo em vista a grande evolução na condição estética da paisagem urbana”, conclui Bento.

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